21 de nov de 2012

Mudanças



Existem momentos em nossas vidas que acontecem mudanças de alguma natureza. No mês de julho/2012 troquei de emprego depois de quase 4 anos de convivência com um excelente grupo, mas como nada é eterno, acabei recebendo um convite e mudei para trabalhar com amigos de mais de 15 anos.
Sendo assim, fiquei um período sem postar nada, até que tivesse a minha rotina profissional readaptada.
Estou preparando para os próximos três novas histórias, sobre a Maratona de Berlim em setembro, a corrida do Tejo em outubro e a Maratona de Búzios agora em novembro.
Até lá e boas corridas!

22 de jun de 2012

Maratona do Rio e Médicos Sem Fronteiras


Gostaria de convocar a todos os meus amigos à contribuir com uma causa importante e com objetivos humanitários sem igual, me refiro aos Médicos Sem Fronteira “Medecins Sans Frontieres”.
Em conjunto com os organizadores da Maratona do Rio estão pedindo uma doação, que será capaz de ajudar a salvar vidas em todo o planeta.

É uma doação simbólica de R$ 39,00 que dará direito a você de retirar uma camiseta no estande dos Médicos Sem Fronteira no Museu de Arte Moderna nos dias 5, 6 e 7 de julho.

Por se tratar de uma instituição séria e humanitária, acho que é uma excelente oportunidade para que possamos com nossa saúde, promover a saúde e bem estar de outros seres humanos em nosso planeta.

Faça a sua doação e divulgue esta causa!

11 de jun de 2012

De olho no Pan 2007



Na época fazia mais de um ano que não participava de qualquer prova de corrida de rua. Uma por não saber como procurar, outra por sentir um certo receio de iniciante.
O Rio preparava-se para os Jogos Pan Americanos de 2007, e para aumentar a divulgação do evento, foi organizada a corrida 10K Rio Corrida Panamericana em dezembro/2005.
Depois de ter sido devidamente catequizada, até Regi já havia aderido às corridas e precisava estrear no asfalto.
Era uma excelente oportunidade para nós testarmos nossos condicionamentos físicos, a evolução dos treinos para a distância, além de comemorarmos o aniversário da Natha.
Como de costume, separei minha roupa na véspera, fomos dormir cedo para podermos acordar bem dispostos no dia seguinte.
A primeira impressão que tive ao chegar à largada, foi um misto de euforia e susto. Era tanta gente para passar pelo pórtico, que achei que quando estivéssemos passando pela largada o primeiro colocado estaria terminando a prova, mas vá lá.
O dia não estava lá muito fresco, mas por se tratar de uma corrida no Aterro do Flamengo eu imaginava que a temperatura ficaria agradável. Pelo menos eu acreditei nisto.
Posicionamo-nos mais ao final da densa massa humana para aguardar a largada. Quando a buzina tocou, a multidão se deslocou de forma compacta, só deu tempo de desejar uma boa corrida para Regi, e lá fui eu buscar meu ritmo de prova.
À medida que avançava nos dois primeiros quilômetros, observava a alegria das pessoas em volta, foi então que me dei conta de como era bom participar daquele evento.

Como não estava acostumado correr no Aterro, não tinha a menor idéia do que me esperava em termos de temperatura. O calor de verão, mesmo sendo de uma manhã, começou a dar mostras como seria o restante da prova. Ele subia do asfalto, e junto com o sol batendo na cabeça, me fizeram lembrar aqueles fornos que assam frangos, a única diferença é que nós não estávamos presos no espeto. Não adiantava procurar sombra ou esperar que a brisa do mar refrescasse.
Os copinhos d’água, mesmo que gelados, não eram suficientes para saciar a sede, era um pra dentro e outro na cabeça.
E lá estava o 7º km, era apenas mais uma reta e o pórtico de chegada. Só que era a grande reta do Aterro, e parecia nunca terminar. Finalmente avistei o pórtico de chegada, dando conta que a empreitada havia terminado.
Putz! Correr 10Km no verão com mais de 30°, é para deixar qualquer um exausto.
Regina chegou poucos minutos depois, estava cansada, e muito bem para quem havia enfrentado aquele caldeirão.
A recompensa veio com a primeira medalha de 10K conquistada, e a certeza que tínhamos muito treino antes de nos aventurarmos em outras provas. O tempo? Razoáveis 1h03m33s para mim e 1h15m15s para ela, está bom!


Abraços

22 de mai de 2012

Tirando à forra (Parte II final)


Só existe um adjetivo para a Corrida da Ponte 2012: Perfeita!

 

Verdade seja dita, a organização da Corrida da Ponte de 2012 foi muito feliz com todas as modificações que realizou em relação ao ano passado. É claro que o acordo com São Pedro foi cumprido a risca. A temperatura na largada estava próxima de 19ºC, o que ajudou muito durante a prova.

Os pontos de hidratação a cada 3 km estavam fartamente abastecidos e a água na temperatura ideal. Até mesmo o ponto do km 3, que no ano passado causou tumulto embaixo do acesso de serviço da Ponte, foi reposicionado facilitando o desenrolar da prova.
Nos 3 primeiros quilômetros, quando ainda estava me aquecendo, percebi que a corrida seria diferente do ano anterior. Sentia-me confortável com a temperatura, a subida do vão central foi feita sem o menor problema, inclusive um dos meus melhores quilômetros foi km 7, o qual fiz em 5:08, para minha felicidade e espanto, pois era o final da subida.
No entanto, nos quilômetros seguintes procurei ser um pouco mais moderado para evitar surpresas ao final.
Encontrei alguns amigos ao longo da Ponte, como o Ricardo (CE+3), que havia completado há pouco tempo a K21 de Arraial do Cabo, e o Paulo Rangel, que em seu pace “suíço” seguia forte e concentrado. Um pouco mais adiante, no Km 15, fui ultrapassado por um apressado Jorge Ricardo, que parecia estar começando a correr ali, na Perimetral. E acho que começou, pois não estava nem suado!
Quando já estava no Km 18, senti um pouco o cansaço, já começava a ficar preocupado com algumas pequenas dores musculares que fustigavam minha coxa, então resolvi aliviar a pressão, pensando apenas em completar a prova dentro do objetivo das 2 horas.
Quando entrei nos últimos metros no inicio do Aterro, acelerei para ver se acabava logo com aquele pequeno desconforto. Vi o pórtico, e instintivamente minhas pernas aceleraram rumo à linha de chegada.
Finalmente cruzei e fechei a corrida com 2h00m37s. Eu acabara de baixar em 24 minutos o tempo de a 2011!
Quanto ao meu desempenho, estou muito feliz que tenha alcançado meu objetivo para esta prova, o que me dá mais segurança para minha prova-alvo em setembro, a Maratona de Berlim.


Corrida da Ponte? Fui às forras!




17 de mai de 2012

Tirando à forra (Parte I)


Corrida da Ponte! Quem não tem esta curiosidade?

No ano passado, quando eu soube que a Ponte Rio x Niterói seria cenário de uma meia maratona, disse a mim mesmo que não poderia ficar de fora.

A organização fez uma pré-seleção, garantindo que os atletas inscritos já tivessem cumprido a distância em um tempo que não causasse problemas de segurança, liberação do tráfego, entre outros. Levou em consideração fatores críticos de segurança, conforto dos atletas, distância entre pontos de hidratação, socorro médico, sache de carboidrato, enfim, uma organização de ótimo nível.
No entanto, não havia nada que pudesse indicar à organização ou aos corredores, o aumento brutal da temperatura e a falta de ventilação no dia da prova. Como conseqüência, inúmeras ambulâncias percorreram o trajeto, a fim de prestar socorro aos corredores que passavam mal devido ao calor.
Este ano em função da experiência anterior, os organizadores sabiamente adiaram em um mês a realização da prova, na busca de temperaturas mais agradáveis.

Então, volto para a Ponte para ir à forra com a prova de 2011!

Depois do pórtico de chegada, conto como foi.

7 de mai de 2012

E lá vão eles...


Já há algum tempo havíamos decidido que formaríamos 2 equipes para correr a Meia Maratona Faz um 21. É uma corrida feita em dupla cuja soma dos quilômetros percorridos somam 21 Km, e a classificação se dá pela soma dos tempos.
Neste final de semana (06/05), Regi, Natha, Lolô e eu fizemos o que para alguns é considerado o verdadeiro programa de índio. Acordamos as 6:20, fizemos uma pequena caminhada para juntar o grupo e pegar o ônibus para a largada às 8:21.
O dia estava maravilhoso, a temperatura agradável e o sol leve aquecia um pouco o ventinho frio que passava.
Já no ônibus, fomos surpreendidos pelo prendedor de número das “Organizações Tabajara”, um exemplar maravilhoso feito com um cadarço de elástico, confeccionado pelo Lolô. Não sei bem descrever se era um prendedor ou um anel de redução estomacal.
Descemos no centro e caminhamos até o local da largada. Estava cheio de atletas se aquecendo.
Quando chegamos à concentração decidimos tirar a foto oficial da equipe. Graças a Natha, que aparece em primeiro plano, o restante da equipe ficou meio escondida.
Para não ter problema durante a corrida, combinamos que cada um faria seu próprio ritmo e nos encontraríamos no final.
Tudo preparado para a largada e fomos em frente.
Buzzzziiiiinnnnnaaaaa de largada, e lá vão eles!
Saí em disparada procurando me livrar do grupo mais lento e encontrar o meu ritmo. Já na subida do MAC (Museu de Arte Contemporânea – Niterói), diminuí para poder aguentar o pace (minutos por Km ou milhas) que me impunha, afinal no dia anterior já havia rodado 18Km do meu longão.
A prova transcorreu tranquilamente, e terminei com o tempo de 55:55 para os 10,5Km.
Bebi um pouco d’água, comi uma banana e fui buscar os outros integrantes.
Já havia voltados uns 800m, quando vi os braços da Natha balançando como se estivessem numa micareta.

- Ufa, pai! Achei que você não viria me buscar. Você pode ser meu coelho até a chegada, pois eu quero alguém para gritar e me dar os parabéns!

E lá fomos nós dois juntos, eu tentando conversar com ela e ela com seu som nas alturas.
Cruzamos a linha de chegada e fiz uma festa, com direito a gritos de incentivo e abraços pelo alambrado.
Então... Lá fui eu buscar os outros 2 integrantes.
Mais 800m de volta, e lá vem a Regi junto com a amiga Elisa. Parecia até uma celebridade correndo.

Dizia Elisa:
- Regi faz cara de quem está feliz!
- Agora abraça o Gugu!
- UUhhhuuuuu, ficou ótima!!!

Fui com elas até 300m da chegada, e... Voltei pra buscar o Lolô.
Mais uns 600m de volta, avisto o malandro vindo num trote leve, apreciando os metros finais daquela corrida matinal.

Falei:
- Vamos lá Marcelo, falta pouco!
Disse o bicho entre os dentes:
- Bem que esta corrida podia ser mais curta.

Chegamos juntos para a festa completa da equipe.
Como não podia deixar de ser, Lolô se debruçou sobre a banca de frutas, pegou maçãs, bananas e um farto estoque de água.
Minha cunhada estava esperando por todos nós, com isotônicos bem gelados, toalhas e camisas secas. Que maravilha!
O melhor de tudo não foi completar a prova, mas ver que todos nós estávamos juntos, nos divertindo e curtindo aquele momento.

Valeu equipe Valmorunner’s. Até a próxima!

2 de mai de 2012

A primeira prova


Eu trabalhava, em 2003, numa empresa de telefonia há 1 ano. Papo vai, papo vem... Nos cafezinhos, o pessoal acabou sabendo que eu corria. Quer dizer, eu achava que corria!
         Ia ter uma prova de 40Km de revezamento e o pessoal da empresa acabou me convidando para correr um dos trechos de 5Km.
         No momento do convite fiquei radiante, afinal, iria entrar num seleto grupo de pessoas chamadas de atletas. Algo que não imaginava mais que pudesse acontecer comigo.
Intensifiquei meus treinamentos para garantir que conseguiria cumprir a minha missão com um mínimo de dignidade.
Foram 3 semanas intensas! Chegava em casa após o trabalho, pulava dentro do tênis, e, delirantemente, percorria os 5Km de treino.
Combinamos em casa que todos nós iríamos desfrutar de um domingo em família no Aterro do Flamengo, independente do resultado de minha performance.
No sábado antes da prova, me sentia um verdadeiro corredor às vésperas da prova de sua vida. Escolhi cuidadosamente a meia e o calção, pois a camiseta seria a da equipe, e o tênis .... só tinha um mesmo, não precisava me preocupar.
Todos acordamos cedo. Minha ansiedade era tanta, que eu já estava acordado desde as 5hs. Saímos de casa e chegamos com mais de 45 minutos para o inicio da prova.
O capitão da equipe veio e me deu o número. Eu seria o 3º trecho.
Me preparei mentalmente e me despedi de minha esposa como se estivesse embarcando para o front. Nesta época, nem imaginava que precisava me aquecer.
Posicionado no box da equipe, muitas coisas passavam na minha cabeça: a volta por cima do fumo, as corridas despretensiosas pela praia, a minha ansiedade por largar, até que...
- Vai, Valmoré, pega a braçadeira!
Lá fui eu, meio acanhado, achando que todos me passavam, mas na verdade muito feliz com o que estava fazendo.
A chegada foi vibrante. Vi meu colega de equipe ao longe e apertei ainda mais o passo. Missão cumprida!
A sensação que tive ao me sentar com minha família, naquela manhã de domingo de sol, foi maravilhosa. Todos nós ríamos e eu não parava de contar como havia sido cada Km e como havia me sentido bem durante a prova.
Hoje, ainda tenho o privilégio de, em muitas provas desfrutar da minha família ao meu lado, afinal, elas são as minhas grandes torcedoras e responsáveis pelas minhas mudanças de hábito.
Agora me sinto corredor. Agora SOU corredor.

Abraços

27 de abr de 2012

Deixando o sofá


Da última vez, procurei mostrar que a caminhada ou corrida serve como uma espécie de objetivo para os sedentários. Deixe-me acrescentar mais um ponto de vista: você não é preguiçoso, o seu corpo é que faz de tudo para deixá-lo quieto no canto. Sendo assim, para quem está pensando em sair do sofá, acredito que falar em planilhas de treinamento não seja adequado neste primeiro momento. Sugiro alguns pequenos passos para que faça a coisa certa, da forma certa, no tempo certo.
  

A avaliação médica
Nunca faça uma atividade física, sem antes ter passado por uma avaliação médica adequada.
O médico é quem melhor pode indicar o tipo de exercício a que seu corpo poderá ser submetido, sem comprometer a sua saúde.
O primeiro passo é conhecer seu próprio corpo.




O vestuário
Procure usar roupas confortáveis e próprias à temperatura. É desagradável caminhar no sol sentindo calor ou no inverno sentindo frio. Use roupas frescas no verão e agasalhos no inverno, pois manterão seu corpo na temperatura adequada, além do seu bom humor.
Agora, tenha muita atenção e não poupe quando se tratar do tênis. É ele que vai proteger seus pés, ponto de contato do corpo com o solo, dos impactos que recebemos.
Algumas lojas de material esportivo possuem um equipamento que avalia a sua pisada, para que possa comprar o modelo de tênis mais adequado.


A alimentação
Sair para atividade física sem alimentação, interfere diretamente no rendimento. Faça uma alimentação leve pelo menos 30 minutos antes de sair para caminhar.
Ingerir algumas frutas ou alimentos integrais podem trazer algum desconforto durante a caminhada, então não exagere. Um suco de frutas e uma fatia de pão com queijo branco são uma boa opção.






A caminhada
Primeiro crie uma rotina semanal de caminhadas. Comece com 20 minutos diários e vá aumentando ao longo do tempo.
Passados aproximadamente 20 dias, quando já se sentir confortável, tente colocar em seu trajeto pequenas subidas ou parques. A mudança de terreno modifica o comportamento de seu corpo, aumentando o equilíbrio e criando um “lastro” com o passar dos tempos.
O aumento de esforço só deve ser feito de forma gradativa, conforme o exercício se mostrar mais fácil. Aumento repentino pode causar lesões de difícil tratamento, sem contar que interrompe suas caminhadas.



A hidratação
Nosso corpo é constituído em sua maior parte por líquido, é ele o responsável pela ventilação e controle da temperatura. Faça ingestão de água ou isotônicos durante a caminhada, como forma de compensar sua perda e manter a hidratação.
Ao final, nada mais gostoso que um suco ou uma água de coco gelada.






Certamente, em pouco tempo, você vai estar mais bem humorado e seu sofá servirá para ótimos bate-papos sobre suas corridas.

Que venham os primeiros trotes!

24 de abr de 2012

Crie objetivos


Não existe nada mais desanimador, depressivo e infeliz do que viver sem objetivos. No caso da corrida, o problema é o mesmo.

Quem é sedentário, permanece assim porque quer e tem dificuldades em estabelecer um objetivo que seja motivador e desafiador. Seja ir caminhar todos os dias até a padaria, deixar o carro e ir trabalhar a pé, percorrer o Caminho de Santiago de Compostela ou até mesmo correr uma maratona, o importante é ter objetivos. Deixe a preguiça de lado e saia do sofá!

Outra coisa, esta história de dizer que “não tem tempo”, é apena uma forma de auto-convencimento de que a corrida não está entre suas prioridades. Então, não se engane, coloque-a entre suas prioridades criando espaço para ela.

Vamos fazer o seguinte, se você quer começar ou se sentir mais realizado com as corridas, não pense apenas em acordar no final de semana e dar uma corridinha de 30 minutos. Estabeleça uma prova-alvo a ser feita em no máximo, 1 mês. Pode ser uma prova de 4Km ou 5Km, mas crie seu primeiro objetivo para medir o progresso.

Se não tem uma assessoria esportiva, busque por sites de corrida que tenham planilhas de treinamento para iniciantes. No mínimo vão aparecer uns 120mil resultados, acho que um deles deve servir para você.

Escolha aquela que esteja mais adequada ao tempo que você se propõe a dedicar aos treinos. O ideal é que seja, pelo menos 3 vezes por semana. Imprima a planilha e coloque em um local que esteja sempre a vista. Digamos a geladeira?!

Todo dia vá até sua planilha, veja qual seu treinamento e prepare-se física e mentalmente para ele. OK! No inicio, não é fácil sair para treinar (no inverno até piora), mas tenho certeza que ao voltar do treino, você irá se sentir mais feliz com si mesmo e por tê-lo completado.

Se o seu objetivo não é correr e sim, perder peso, tudo bem! Saia para caminhar, e tenha certeza de que no caminho vai encontrar uma farmácia ou outro lugar qualquer que tenha uma balança. Pese na ida e na volta. Você vai ver como perdemos peso com facilidade. Que seja 100g por dia, mas ao final de 30 dias, são cerca de 3Kg. Pense nisto!

Para facilitar o acompanhamento de seu progresso, anote seus resultados em um caderno ou planilha eletrônica.

E então, já criou seu primeiro objetivo?

Abraços e boas corridas.

22 de abr de 2012

Só você muda sua vida!


Expectativa para largada da Maratona de Paris 2009

Como esta é minha primeira postagem, queria como muitos dar meu testemunho de como você pode fazer para mudar.
Imagine um cara com então 38 anos, sedentário, fumante, estressado, acima do peso, com riscos hereditários de cardiopatias e hipertensão.
Pois é, eu tinha exatamente este perfil e em rota de colisão!
Após exames de rotina, o médico me disse que se não mudasse meus hábitos alimentares e físicos, pouco poderia fazer para melhorar minha expectativa futura.
Não que tudo tenha mudado, ou que tenha sido fácil, mas consegui aos poucos as mudanças que precisava fazer em minha vida.
Então, se você acha que mudança em sua vida é algo difícil, complicado, problemático, inatingível, saiba que só uma pessoa poderá te convencer. Você mesmo!
Cara vai para rua, ande a pé, de bicicleta, nade, jogue futebol, brinque com seus filhos ao ar livre, mas ponha este seu único corpo para se movimentar e tirar a preguiça de cima.
Qualquer dia conto mais detalhes de como me modifiquei.
Grande abarco em bons treinos!

21 de abr de 2012

Cortina de fumaça

Bom pessoal, você já tem uma idéia de como eu era, então vou procurar dizer como foi a transição.
A certa altura em 1999, procurei fazer meus exames de rotina e acabei procurando um cardiologista.
Após a consulta saí com a impressão que até aquele momento, tudo que eu havia feito literalmente estava me detonando por dentro. Eu tinha exatos 45 dias para fazer com que minhas taxas voltassem ao normal, ou então, entraria numa rotina de remédios.
Como não sou nem um pouco fã de tomar remédio, resolvi encarar o desafio de mudar minha rotina para evitar os remédios.
Iniciei com pequenas voltas no quarteirão, a esta altura não poderia nem falar em caminhadas. Me sentia o verdadeiro Joaquim Cruz. Saía de short, camisa e um pesado tênis, subindo e descendo desenfreadamente as ruas do bairro, chegava em casa parecia que havia passado por um temporal no caminho (isto ainda acontece), mas chegava feliz da vida.
Não era de ferro, tomava meu banho e sentava relaxadamente para fumar um cigarro. Ops!
É claro que meus progressos não eram tão significantes, embora me dedicasse diariamente. Havia algo que impedia uma melhora de performance, mas ao final dos 45 dias havia atingido a marca de taxas dentro dos níveis normais e com 10 quilos a menos.
Durante os próximos meses encarei o aumento das caminhadas, mas começava a ficar monótono apenas caminhar pelo bairro. Já estávamos em meados de 2001, foi então que resolvi caminhar pelo calçadão perto da praia.
Putz, como era gostoso!
Só que tem que, ao mesmo tempo em que eu me sentia bem com aquela paisagem, me sentia um pouco deprimido. Via algumas pessoas passarem “voando” ao meu lado, inclusive muitos animados idosos senhores.
Decidi que chegara a hora de começar a correr.
- Se todos eles fazem, eu também posso fazer.
Então o que fiz?
No primeiro final de semana, caminhei de minha casa até a praia de Icaraí, uns 3 Km, lá chegando andei mais 10 minutos, e vamos ao trote .....
Foram longos 100 metros e finalmente terminei o meu primeiro trote.
O coração batia na boca, eu bebia água na vã tentativa de fazê-lo voltar ao seu lugar dentro do peito, procurava não ligar para as dores na canela, nem para aquela maldita dor no abdômen, meu rosto mais parecia o rosto de um indígena com uma pintura de vermelho urucum, mas ao final de meia hora tudo havia voltado ao “normal”.


Foi aí que entendi que o que estava faltado, não era o coração, ou os músculos da perna. Faltava ar!
Não precisa ser muito gênio, para chegar a conclusão que algo precisava ser feito em relação a isto.

http://www.flickr.com/photos/lelis718/2928778113/sizes/n/in/photostream/
Chegou a hora de encarar o primeiro grande desafio das corridas: Eu precisava parar de fumar!

Grande abraço e bons treinos.